Mídia em bares para agências
Atualizado em 2026-08-21Leitura de 4 min
Como encaixar um circuito de bares num plano de mídia: o que está no contrato, o que é estimativa, e o que exigir por escrito antes de aprovar.
Esta página é para quem monta plano de mídia, não para quem está descobrindo a categoria. Vai direto ao que se precisa para encaixar um circuito de bares numa grade: o que está no contrato, o que é estimativa, e o que pedir por escrito.
O que o circuito entrega em números
Esta tabela traz o que está no contrato — quantidade, frequência, duração, piso. São os números que você pode cobrar se não forem cumpridos.
| Item contratado | Circuito Mídia em Bares |
|---|---|
| Praças | 6 estados — SP, RJ, BA, CE, PE, GO |
| Inventário | 36 casas |
| Janela de exposição | a transmissão inteira — 90 min de jogo, mais pré e intervalo |
| Frequência de exibição | 3 loopings de 45 min/dia, nos horários de pico |
| Duração da peça | até 12 segundos |
| Trocas de material | até 2 por campanha, sem custo |
| Compra mínima | 10 casas, veiculação mensal |
| Teto de anunciantes | 10 simultâneos; exclusividade por segmento a partir de 20 casas |
Fluxo, perfil e impressão não entram nesta tabela. São estimativas, e estimativa sem metodologia declarada não é número de plano — é alegação que some na reconciliação. Elas saem por escrito, por casa, junto com a definição de como cada uma foi apurada, quando você pedir a proposta.
Daí também não há CPM de tabela. Faltaria a metade de baixo da conta. Peça a estimativa das casas do seu pacote e calcule o CPM sobre o investimento da página de preços — assim você sabe de onde veio o número que vai defender internamente. E não aceite regra de três: estimativa de circuito completo não se divide proporcionalmente, porque capital e cidade média não entregam o mesmo.
O que o circuito não entrega
Vale saber antes de prometer ao cliente:
- Atribuição de venda. Não há dado de transação. O bar é quem vende, não o operador de mídia. A discussão completa está em bar é retail media?.
- Audiência identificada. Sem login, sem fidelidade, sem histórico. É audiência de ambiente.
- Segmentação dentro da casa. A peça roda para quem estiver lá. A segmentação é geográfica e de perfil de casa, não de pessoa.
- Compra programática. É contratação direta, por período mensal.
Como isso encaixa num plano
O papel natural é frequência qualificada, não alcance. Trinta e seis casas não disputam cobertura com uma grade de TV nem com digital, e não é para isso que o circuito serve. Ele é a perna de profundidade: a mesma pessoa exposta repetidas vezes, por horas, em contexto favorável.
Combina bem com mídia de alcance. O padrão que faz sentido é abrir cobertura em digital ou OOH de rua e usar o circuito para densidade em praça prioritária, onde a marca precisa ser lembrada com peso.
Combina mal com resposta direta. Sem clique e sem atribuição, disputar verba com performance é uma discussão que o circuito perde por construção — e não deveria estar nela.
Sazonalidade a favor. O calendário de futebol não fecha: Brasileirão, Libertadores, Copa do Brasil, Sul-Americana, Champions, Premier League, LaLiga, Serie A. Não há janela morta como em ação de Copa.
A exclusividade muda o planejamento
O circuito aceita no máximo 10 anunciantes por vez, e a partir de 20 casas a exclusividade passa a ser por segmento — o concorrente direto do seu cliente não entra enquanto a campanha roda.
Duas implicações práticas:
- Consulte a disponibilidade do segmento antes de apresentar, não depois de aprovado. Se o setor estiver tomado, não há como comprar.
- A exclusividade é um argumento de negociação, e ela chega de graça no degrau de 20 casas. Vale considerar no dimensionamento.
Os quatro formatos, e o que cada um resolve
Só o primeiro tem preço de tabela; os outros são contratados à parte.
- Anúncio de 12s no telão — a base do plano, com frequência controlada.
- Faixa estática fixa — presença contínua, sem disputar com o rodízio. Entra no enquadramento das fotos que o público tira do jogo.
- Editorias assinadas — conteúdo esportivo com a marca. Atenção voluntária, não interrupção. É o formato para quem quer associação, não impacto.
- Bolachas de chopp — o único com contato físico prolongado.
Faixa e bolachas têm produção física orçada à parte.
O que exigir na contratação
Cinco itens, e nenhum deles é exótico:
- Lista nomeada das casas do seu pacote, com cidade, referente ao período contratado — não a lista institucional.
- Estimativa de impressão dessas casas — das suas, não a média do circuito.
- Metodologia de todo número de audiência que aparecer na proposta — fluxo, permanência, perfil, impressão: como foi medido, n, período, quais casas. Vale para nós e para qualquer concorrente. Número de audiência sem metodologia é alegação, e alegação não sobrevive a uma reconciliação.
- Relatório de checking — o que ele mostra e em que prazo. Ele é cobrado à parte, R$ 150 por casa.
- Cláusula de substituição: o que acontece se uma casa sair do circuito no meio do período.
Condições que afetam o cronograma
- Veiculação mensal; não há compra por semana ou por evento isolado.
- Até 2 trocas de material por campanha sem custo — planeje a rotação de peças dentro disso.
- Peça de até 12 segundos.
- Lista de casas sujeita a alteração por disponibilidade.
Para simulação fechada por volume e disponibilidade por praça no período, fale com o consultor — a proposta sai por escrito, com a lista das casas disponíveis.
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